quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NOTAN (Notice to Airmen)

O NOTAN (Notice to Airmen) é um aviso que contém informações relativas ao estabelecimento, condição ou modificação de quaisquer instalações, serviços, procedimentos ou perigos aeronáuticos, cujo o pronto conhecimento seja indispensável ao pessoal ligado a operações de vôo.
É possivel consultar o NOTAN das localidades desejadas, também através do site:

AIS WEB (www.aisweb.aer.mil.br

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Relatórios (Regulamento de Trafego Aéreo)


RELPER = Relatório de Perigo
RELIN= Incidente, Apresenta conclusão da ocorrência e as recomendações de sergurança.
RELOS= ocorrência de solo
RP= Preliminar, registro a divulgação de informação de circunstancias de ocorrência de um acidente aeronáutico.
RELLIA= Investigação de acidente aeronáutico.
RF= Resultado final, divulgação de conclusão Oficial do comandante da aeronáutica.

domingo, 16 de janeiro de 2011

(Vôo do Rato)



Um jovem piloto experimentava um monomotor mto
fragil, ao levantar voo ouviu um ruido vindo de baixo do seu acento, era
um rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião
permanecer nas alturas, pensou em retornar ao aeroporto para se livrar
do perigoso passageiro, mais lembrou que devido a altura logo ele
morreria sufocado, então voo cada vez mais alto, e notou que o ruido
acabou, após seguiu seu voo que era seu sonho.
Lição de vida: MORAL
DA HISTÓRIA: * Se alguem lhe Ameaçar, voe cada vez mais alto/ Se alguem
lhe criticar, Voe cada vez mais alto / se alguem tentar lhe destruir por
inveja, voe cada vez mais alto e por fim se alguem cometer alguma
injustiça Sabe por que? Os ameaçadores, criticos, invejosos e injustos
são iguais aos RATOS, não resistem as grandes alturas. EM QUANTO ELE
RECLAMA, VC CRESCE!
ACREDITE SEMPRE EM VOCÊ MESMO, E NÃO LEVE EM CONTAS AS COISAS NEGATIVAS QUE OS OUTROS TENTÃO POR EM SUA CABEÇA. VOCÊ PODE TUDO, BASTAR QUERER IR A LUTA E ACREDITAR QUE VOCÊ PODE!!!

Texto recebido sem o nome do Autor.
DECOLAGEM BRAGANÇA PAULISTA - PAULISTINHA - P56
Foto tirada por Anibal - Brangança Paulista

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Convergência e Divergencia (regulamentos)

Convergência: Quando uma aeronave voa no mesmo nivel que outra aeronave com mesma PROA e mesmo NÍVEL. 

Por Exemplo:  Você voando no RUMO 170° e outra aeronave vindo no RUMO 350°, concorda que ela esta vindo de frente para você e mesmo você indo no FL 100 e ela Voltando no FL 100. Isto torna uma Convengência.

Divengência: é quando você ve que neste caso tem uma aeronave vindo na sua frente mesmo nivel e mesmo rumo e vc tira para a Direita se vc estiver errado, ou o outro piloto voltando tira, sendo que você voando VFR você tem total responsabilidade de seus atos.

Agora você voando IFR, o controle irá fazer uma divergência caso isto ocorra, mais você também pode solicitar de imediato para evitar qualquer tipo de risco e acidente.
CONVERGÊNCIA: quando pode ocorrer um acidente entre aeronaves.
DIVERGÊNCIA: quando você corrige para evitar derrepente uma eventual colisão.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vigilância Radar / Vetoração Radar

Vigilância Radar

É o emprego do radar para proporcionar controle de tráfego aéreo mediante contínua observação da acft. A responsabilidade pela navegação é do piloto em comando.

Vetoração Radar

A vetoração radar é o mais completo serviço de radar proporcionado.
Uma acft sob esse serviço, receberá o ATC e o controlador será o responsável pela navegação da acft, devendo transmitir à mesma orientação de proas e mudanças de nível.

Utilização do Transponder

As acft que dispuserem do equipamento transponder (SSR), quando em vôo deverão mantê-lo acionado, durante todo o tempo de vôo, independente de se encontrarem em espaço aéreo com cobertura radar secundário.
O transponder deverá estar na posição "stand-by" até a posição 3, quando então passará a posição "normal".
Deverá ser desligado imediatamente após o pouso, na posição 5, independente de autorização. Alguns códigos devem ser acionados independente de autorização do órgão ATC.
São eles: 

    2000 – antes de receber instruções do órgão ATC 
I   7500 – sob interferência ilícita 
C 7600 – com falha de comunicações 
E 7700 – em emergência ou interceptação

REGRA

ICE:

I NTERFERENCIA ILICITA
C OMUNICAÇÕES (FALHA)
E MERGÊNCIA

Serviços e Órgãos ATS

Os serviços de tráfego aéreo (ATS) serão prestados em todo espaço aéreo brasileiro. O ATS divide-se em:

ATC – Serviço de Controle de Tráfego Aéreo
ATS – FIS Serviço de Informação de Vôo
AS – Serviço de Alerta

O Serviço de Controle é o serviço ATS mais Importante que existe, pois nele está incluído o controle, informação e alerta. Assim como o Serviço de Informação de Vôo inclui o Serviço de Alerta. O serviço de Alerta nunca será prestado isoladamente pelo órgão ATS.

Espaços Aéreos Controlados

São os espaços aéreos onde se prestam o serviço de controle de tráfego aéreo (ATC). Os espaços aéreos controlados são os seguintes:

Espaços Aéreos

ATZ - Zona de Tráfego de Aeródromo
 
CTR - Zona de Controle
 
TMA - Área de Controle Terminal
 
CTA - Área de Controle Inferior
 
UTA - Área de Controle Superior
 
ATZ – Protege o circuito de tráfego de aeródromo. Possui configuração variável. Quando o circuito é diferente do padrão, é definida nas Cartas de Aproximação Visual (VAC).
 
CTR – Protege o procedimento IFR de saída e chegada instrumentos. De configuração variável, seus limites e classe de espaço aéreo serão definidos nas Cartas de Rota (ERC) e Cartas de Área (ARC).
 
TMA – Área de controle situada geralmente na confluência de rotas ATS e nas imediações de um ou mais aeródromos. Configuração variável definida nas cartas ERC e ARC.
 
CTA – Compreende as aerovias (AWY) inferiores e outras partes do espaço aéreo inferior assim definidas.
 
UTA – Compreende as aerovias (AWY) superiores e outras partes do espaço aéreo superior assim definidas.

Classes de Espaço Aéreo

Classe A – Somente vôos IFR. Serviço de Controle de Tráfego Aéreo (ATC)
 
Classe B, C, D – IFR e VFR permitidos. Serviço ATC
 
Classe E – IFR e VFR permitidos. Os IFR recebem serviço ATC, os VFR recebem
Informação de Vôo (FIS), quando requerido, podendo voar nesses espaços sem
autorização e sem notificação.
 
Classe F – IFR e VFR permitidos. Os IFR recebem Assessoramento de Tráfego
Aéreo. Os VFR recebem Informação de Vôo (FIS) quando requerido.
 
Classe G – IFR e VFR permitidos. Ambos recebem FIS, quando requerido.
Controle – ordem; determinação
 Assessoramento – sugestão; orientação
Informação – alerta; aviso

Divisão do Espaço Aéreo Brasileiro

Limites verticais:

Superior – ilimitado (UNL)
Inferior - FL245 exclusive

Limites laterais: indicados nas cartas de rota (ERC)
Limites verticais: Superior – FL245 inclusive
Limites laterais: Indicados nas cartas de rota (ERC)

Para vôo VFR limite de FL145.

A trajetória de decolagem

Começa após o avião ter atingido 35 pés na velocidade V2 e termina a no mínimo 1500 pés de altura sobre a pista ou em uma altitude onde a transição de configuração de decolagem para a configuração de vôo em rota for completada, o que equivale dizer, na altitude mais elevada entre as duas. Ela é dividida em 4 SEGMENTOS, os quais serão explicados adiante e é considerada no caso de haver falha de motor na corrida de decolagem após ter sido atingida a velocidade V1. Os gradientes mínimos de decolagem são determinados pelo FAR 25 (Federal Aviation Regulations). Vamos então aos segmentos de decolagem: 1º SEGMENTO Inicia-se após ter sido atingida a velocidade V2 a 35 pés de altura. Neste segmento é efetuado o recolhimento do trem de pouso. Ele termina no momento em que o trem de pouso estiver totalmente recolhido. Os gradientes exigidos para este segmento são pequenos devido ao arrasto do trem de pouso. Definições do 1º Segmento: Dentro deste segmento a aeronave poderá estar operando nas seguintes condições: 


A) um motor inoperante; 
B) demais motores com potência de decolagem; 
C) trem de pouso recolhendo; 
D) flap em posição de decolagem; 
E) velocidade - mantendo a V2; 
 F) gradiente - aeronave de 04 reatores = 0,5% aeronave 
de 03 reatores = 0,3% aeronave 
de 02 reatores = no mínimo positivo 

2º SEGMENTO Inicia-se logo após o total recolhimento do trem de pouso. Este é o segmento mais restrito pois exige altos gradientes de subida para poder ganhar altura mais rapidamente e livrar os obstáculos. Termina quando a aeronave atinge no mínimo 400 pés de altura sobre o nível da pista. Definições do 2º Segmento 

A) um motor inoperante; 
B) demais motores em potência de decolagem; 
C) trem de pouso recolhido; 
D) flap na posição de decolagem; 
E) velocidade - V2; 
F) gradiente mínimo - aeronave de 04 reatores: 3% aeronave de 03 reatores: 2,7% aeronave de 02 reatores: 2,4% 

3º SEGMENTO Inicia-se a no mínimo a 400 pés sobre o nível da pista. Este segmento é horizontal, pois no mesmo é efetuada a aceleração da aeronave e o recolhimento do flap. Por ser um segmento com gradiente nulo, ou seja 0, a tração extra é aplicada na aceleração da aeronave, porém em alguns casos em que a aeronave estiver leve, ela poderá atingir velocidade acima da máxima permitida com os flaps abaixados (Flap placard speed), sendo nesse caso necessário continuar a subida para evitar danos estruturais nos flapes. Este segmento termina após o recolhimento total do flap ou após a aeronave ter atingido 1,25 VS, o que ocorrer por último. Definições do 3º Segmento 

A) um motor inoperante; 
B) demais motores em potência de decolagem; 
C) trem de pouso recolhido; 
D) flap recolhendo; 
E) velocidade - acelerando de V2 para 1,25 VS; 
F) gradiente nulo - 0% SEGMENTO FINAL Inicia-se a partir do ponto onde a configuração for atingida. 

Neste ponto o avião atinge normalmente o limite de uso da potência de decolagem (5 minutos para turbinas) e passa a utilizar a potência máxima contínua (MCT - Maximum Continuous Thrust). Termina a no mínimo 1500 pés acima do nível da pista. Definições do Segmento Final: 

A) um motor inoperante; 
B) demais motores em potência máxima contínua; 
C) trem de pouso recolhido; 
D) flap recolhido; 
E) velocidade - no mínimo 1,25 VS; 
F) gradiente mínimo - aeronave de 04 reatores: 1,7% aeronave de 03 reatores: 1,5% aeronave de 02 reatores: 1,2%

Durante uma decolagem na qual ocorra falha de qualquer um dos motores, o avião deverá ser mantido nesta trajetória ou acima dela. Para alguns tipos de aviões a trajetória de decolagem difere um pouco com relação ao 3º segmento ou à velocidade em cada segmento, porém, as características de cada um nunca poderão ser inferiores aos mínimos relativos a gradientes e velocidades. Durante essa trajetória, qualquer curva só poderá ser realizada após atingir a V2 a 35 pés de altura e sua inclinação máxima deverá ser de 15º. Durante a subida a razão de subida e o ângulo de subida diminuem gradativamente, enquanto a TAS (True Airspeed - Velocidade Aerodinâmica) aumenta. A subida é feita com velocidade de maior razão de subida. Não havendo obstáculos nas proximidades do aeródromo, somente é exigido que a aeronave cumpra o 1º e o 2º segmentos, podendo voltar para pouso após ter completado os dois. É permitido eliminar o 3º segmento, passando do 2º para o Final, a critério do operador, fazendo a aceleração e o recolhimento do flap no segmento final. V1 - Velocidade de Decisão na decolagem (vide artigo "decolagem") V2 - Velocidade de segurança após a decolagem VS - Velocidade de Estól



Sistema PITOT-ESTATICO

O altimetro tem o seu funcionamento através da pressão estática.
O velocimentro precisa da pressão estática e da pessão total.



Neste caso o Avião precisa de:
- Uma tomanda de pressão estatica e uma tomanda de pressão total Dinamica mais estatica) que chama de TUBO DE PITOT.  Este cojunto no avião chama - SISTEMA DE PITOT ESTATIC.

O TUBO DE PITOT é a tomada de pressão estática.

OBS: O tubo de pitot nada mais é que um tubo conforme mostra a foto abaixo que mede exatamente a VELOCIDADE INDICADA da aeronave (IAS - Indicated Air Speed / Indicação da velocidade do ar.) temos um PITOT no avião que fica na posição HORIZONTAL que é para medir a VELOCIDADE. Também temos o PITOT instalado na fuselagem da aeronave na posição VERTICAL que mede a Altitude da Aeronave



Este sistema é como uma tomada que o ar entra pelo buraco para que os intrumentes funcione corretamente, eles tem um revestimento na ponta deles de borracha. Os pilotos devem sempre estar atentos com formação de GELO após a decolagem pois nao pode deixar que o gelo congele a ponta deles, pois se isto acontece o piloto perde a indicação de VELOCIDADE e ALTITUDE da aeronave, devido a via de ar estar intupida com o gelo na ponta. Agora você mesmo se Pergunta como evitar isto???? - Simples temos na cabine do avião um sistema que utilizamos nestas situações quando ter formação de gelo durante a subida e até mesmo na aproxaimação para pouso. 

Temos o ANTI-ICE (SISTEMA ANTI-GELO) 

Um sistema que temos na aeronave que evita a formação de GELO. Este sistema é aquecido por uma resistência elétrica, pelos gases quentes do motor a reação  substâncias químicas (fluido anti-gelo, álcool, glicol) impidindo a aderência do gelo nas superficies da aeronave. O piloto deve ter uma atenção especial ao carburador para evitar a formação de GELO.

Sintese Emininemonica de Nuvens ( Meteorologia)

CC 
CS - Nuvens Altas
CI   
Nuvens Social - Gelo - 8 Km
----------------------------------------------------------------------

AC
AS - Nuvens de estrutura Mista - Solido e Gelo 4 km (Nunes Médias)
N
----------------------------------------------------------------------

ST
SC
Nuvens de estruturas liquidas (Gotas) - (Nuvens baixas)
-----------------------------------------------------------------------

Obs: Nuvens CUMULIFORMES = Instabilidade
Nunves Estrat - S - Estabilidade
-----------------------------------------------------------------------
Cores de Visibilidade:

FU - Fumaça = Azul
HZ - Névoa Umida = Vermelho
PO - Poeira = Amarelo

Nevoeiro de - Superficie // Céu Obscurecido

-----------------------------------------------------------------------
 

Fisica - Teoria de Vôo

Velocidade é a distancia que percorre por unidade de tempo, temos as seguintes velocidades:

- Km/h: quilomentros por hora
- mph: Milhas por hora (1,609 Km/h)
- kt: "Knot" ou nó (1,852 km/h)




Massa é quantidade de matéria contida em um corpo, massa é invariável:


- Kg:  Kilograma 
- lb:  Libra (0,4536kg)


Força capaz de produzir ou alterar o movimento de um corpo:

- Kgf: Quilograma-força
- lbf: Libra-força (0,4536 kgf)



Peso é a força da gravidade, peso é VARIÁVEL, o peso de uma pessoa nos polos é maior que no Equador, devido a maior proximidade do centro da terra. Já na lua o peso dos astronaltas é menor do que na terra.



 Trabalho Produto de força pelo deslocamento.




Potência Variação da velocidade por unidade de tempo.



Aceleração =  Força 
                        Massa




Inércia Tendencia natural dos corpos permanecerem em repouso ou  movimento retilineo uniforme.



Dencidade é massa por unidade de volume.



Momento ou Torque causa rotação, ex. uma manivela de um carro sem vidro eletrico executando uma força sobre uma manivela o seu giro em torno do eixo chama-se torque.


Ação e Reação 3º lei de Newton Toda Ação corresponde uma reação de igual intensidade, em sentidos contrarios.


Vetor Toda grandeza matemáticamente possui intensidade, Direção e sentido. ex: Quando uma aeronave é vetorada pelo controle de trafergo areo até a final para pouso. É usado uma intensidade de Direção e Sentido até que a aeronave chegue até o ponto pretendido para pouso, podendo ser de intensidade igual a 50 km/h. Com direção e sentido NORTE e SUL.

Pressão força por unidade de área, usando como ex. a pressão que fica dentro do pneu de um avião, carro e etc.



Energia É tudo aquilo que pode realizar trabalho, Temos diversos tipos de energia como:


- ENERGIA CINÉTICA, que é contida nos corpos em movimento.
- ENERGIA POTENCIAL GRAVITACIONAL, contida em um corpo colocado em local elevado.
- ENERGIA DE PRESSÃO, energia acumulada nos fluidos sob pressão.


Decomposição de vetores é um metodo usado para determinar as componentes de um dado vetor. Ex. uma bola na ladeira ela é empurrada para rolar abraixo com a força da decomposição do vetor.


Vento relativo, sopra sobre um corpo em movimento na atmosfera, em sentido contrario ao movimento Ex. um avião decola com inclinação de 15º o vento relativo vem de 15º em sentido contrario na mesma velocidade do angulo do avião.


Velocidade Relativa Velocidade de um corpo em relação a um outro corpo.


Fonte: Teoria de Vôo - Jorge m. Homa, Noções Basicas. ed. 2008




 
 

  

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

VFR especial

O vôo VFR especial, é controlado e autorizado por um APP, realizado dentro de uma CTR ou TMA, sob condições meteorológicas abaixo de condições meteorológicas visuais (VMC).

Diferença entre o VFR e VFR ESPECIAL:
No voo VFR se tem como limites meteriologicos os seguintes dados:
TETO: 1500 pés
Visibilidade de: 5000 Metros

Já no VFR ESPECIAL temos os seguintes limites:
Teto: 1000 pés
Visibilidade: 3000 Metros

Como se organiza:
Serão mantidas separações entre os vôos IFR e VFR especiais e entre estes, de acordo com os mínimos de separação estabelecidos. Sendo a preferência o IFR.

Poderão ser autorizados vôos VFR Especiais para que as aeronaves de asa fixa que entrem ou saiam de CTR ou mantenham uma TMA, com pouso ou decolagens em aeródromos localizados dentro dos limites laterais destes espaços aéreos. Nestes casos, os vôos serão conduzidos como VFR especiais somente nos trechos compreendidos dentro desses espaços aéreo.

Adicionalmente o APP poderá autorizar vôos VFR especiais para operação local dentro de uma CTR, com decolagem e pouso no mesmo aeródromo.

As condições para a realização do vôo VFR Especial são(real):

* Somente poderão ser realizados vôos VFR especiais no período diurno;
* As aeronaves deverão estar equipadas com transceptor VHF em funcionamento para estabelecer comunicações bilaterais com os órgãos ATC apropriados.

1 - O piloto deverá possuir habilitação para vôo IFR e
2 -Os aeródromos de partida, de destino e de alternativa deverão dispor de
2.1 - balizamento luminoso das pistas de pouso em funcionamento ;
2.2 - Farol de aeródromo em funcionamento e;
2.3 - Indicador de direção de vento iluminado ou órgão ATS em operação


Aplicação do VFR Especial em rede:
Poderá sempre que o tempo não ajudar voar VFR, requisitar o VFR especial ao controlador on-line ou mesmo que sem controlador, poderá voar sem problemas.
Claro que como se trata de uma rede, poremos sim voar VFR Especial de noite, e isso se fará de forma simples, é só colocar o simulador de dia, e no campo do plano de vôo “REMARKS” colocar o seguinte: RMK/PERIODO DIURNO . Pronto, agora o ATC saberá que você está simulando de dia, e por isso não terá problemas em autorizar um VFR especial, e nem você(piloto) terá problemas para conseguir autorização.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ETAPAS DE UM VÔO - (REGULAMENTO DE TRAFEGO AEREO)

Considerando que a maioria dos vôos comercial é processada em IFR, pode-se considerar que um vôo apresenta as seguintes etapas:

( 1 ) Planejamento do Vôo
Trata-se da preparação de um Plano de Vôo que é submetido previamente à aprovação de um órgão de tráfego aéreo.

( 2 ) Acionamento dos Motores e Push-back
Após a aprovação do plano de vôo, antes de se iniciar a movimentação da aeronave, deve-se solicitar à TWR autorização para acionamento dos motores e para o início do push-back, caso necessário.

( 3 ) Início de Táxi
Após o push-back uma nova solicitação de deslocamento no solo (táxi) deve ser efetuada à TWR. O controle de táxi é efetuado até uma posição próxima a cabeceira de decolagem (ponto de espera).

( 4 ) Decolagem
A TWR fornece a autorização para a decolagem. Essa fase termina imediatamente após a decolagem. A partir da decolagem a aeronave passa a ser controlada pelo APP.

( 5 ) Saída da Terminal
Após a subida inicial, a saída da Terminal é desenvolvida por um procedimento de subida (SID) especificado pelo APP. Faz-se o trajeto da pista, em regime ascendente, até a “porta” da aerovia.

( 6 ) Vôo em Cruzeiro
Deixando a Área Terminal, a aeronave passa a ser monitorada pelo ACC. Neste trecho se atinge a altitude e a velocidade de cruzeiro até as proximidades da Área Terminal onde se localiza o aeródromo de destino.

( 7 ) Início de Descida
Compreende a fase em que a aeronave, ainda em rota, inicia o seu procedimento de aproximação, definido por procedimento (STAR) a ser cumprido da aerovia até as proximidades do aeródromo de chegada, seguindo um sequenciamento estabelecido pelo órgão de controle.

( 8 ) Entrada na Terminal
A partir deste momento a aeronave passa para o controle do APP. Quando a área terminal tem movimento intenso a aeronave seqüenciada pode ser vetorada, a fim garantir espaçamentos otimizados entre as aeronaves.

( 8 ) Aproximação Final
Chegada a vez da aeronave, o APP autoriza o procedimento em que a aeronave passa por um ponto estabelecido como de alinhamento com a pista e a partir do qual poderá, com auxílio de equipamentos, buscar manter a trajetória de planeio até o toque na pista. A TWR passa a acompanhar o procedimento que não pode ser alterado, exceto nos casos de arremetida durante o pouso.

( 9 ) Pouso e Táxi
Já com o controle da TWR, a aeronave tem a informação do trajeto a ser seguido até a sua posição de parada no pátio.

Regras de Vôo Visual (VFR) / Regras de Vôo Por Instrumentos (IFR) (REGULAMENTO DE TRAFEGO AEREO)

Regras de Vôo Visual (VFR)

Caberá ao piloto em comando de uma aeronave em vôo VFR providenciar sua própria separação em relação a obstáculos e demais aeronaves por meio do uso da visão.
Para que um piloto mantenha-se segundo as regras de vôo visual, deverá manter simultaneamente:
• Manter referência com o solo ou água, de modo que as formações meteorológicas abaixo do nível de vôo não obstruam mais da metade da área de visão do piloto;
• Voar abaixo do nível de vôo 150 (FL 150);
• Voar com velocidade inferior a 250 KT se voar abaixo de 10.000ft ou 380 KT se voar acima de 10.000ft;
• Manter-se afastado lateralmente de nuvens em 1500m e verticalmente em 1000ft ; e
• Manter visibilidade superior a 5 km voando até 10.000ft ou 8 km voando acima de 10.000ft.
Para que um piloto decole de um aeródromo segundo as Regras de Vôo Visual, este aeródromo deverá estar operando em condições visuais, ou seja, teto (altura, acima do solo ou água, da base da mais baixa camada de nuvens) mínimo de 450m (1500 ft) e visibilidade de 5000m.
 

Regras de Vôo Por Instrumentos (IFR)
Voar por instrumentos é receber orientações, através dos instrumentos de bordo, de equipamentos em solo (NDB, VOR, ILS, Radar, etc.) ou não (navegação satelital, inercial).
É imprescindível que o aeródromo de partida e de pouso sejam homologados para operações por instrumentos e as condições meteorológicas predominantes no aeródromo deverão ser iguais ou superiores aos mínimos estabelecidos para operação IFR

POSIÇÃO, DIREÇÃO e DISTANCIA. - (NAVEGAÇÃO AEREA)


                             POSIÇÃO, DIREÇÃO e DISTANCIA.

            Primeria mente você localizará o aeroporto de partida no mapa, após pegue uma régua e trace em linha reta para saber quantos centímetros. Em seguida peque esses centímetros e coloquei no meridiano para saber quantas milhas, sempre estará voando em Norte Verdadeivo (NV)
            Na régua a cada 1 cm será 10 KM, após traçar no mapa o ponto A e o Ponto B com o transferido você saberá o sua rota.

Distancia entre Dois Pontos

            Mais utilizada em navegação aérea é a Milha Náutica (NM = Nautical Mile). Não faz parte do sistema métrico do Brasil, relacionado com quilometro (KM) ou metro (m).

            1 NM = 1852 metros ou 1,852 KM

            Unidade de distancia mais utilizada na América do Norte é a Milha Terrestre, Sigla ST (statute Mile).
           
            1 ST = 1609 metros ou 1,609 KM

            Escala de Cartas.
           
            A carta representa uma região da superfície terrestre, para isto reduzir as dimensões para coloca-la numa folha de papel. Esta redução será representada pelo que chamamos de escala. Temos dois tipos de escala:

Ø     Escala Gráfica: Apresentada uma linha graduada no canto inferior da carta, contendo unidade de medida como KM NM e (ST)

Ø     Escala Fracionária: Apresentada sob forma de fração matemática. Ex: uma carta de 1:500 000 ou 1/500 000 ( um por quinhentos mil) unidade de medida na carta representa quinhentas mil dessas unidades de medida na superfície terrestre. No ex. que 1 é cm (carta) teremos:

1 Cm de carta = 500 000 cm da superfície terrestre ou 1 cm de carta = 5 km.

Exemplo 1

Obteve com uma régua 16,5 cm, Qual distancia em KM medida

carta 1:1 000 000

1 cm de carta = 1 000 000 cm da superfície terrestre
1 cm de carta = 10 Km
16,5 cm de carta = 16,5 x 10
16,5 de carta = 165

Exemplo 2

Distancia de 75 KM numa carta cuja escala é 1: 250 000.
Quantos centímetros de régua medimos?

Solução:

1:250 000
1 cm de carta = 250 000 cm de superfície terrestre
1 cm de carta = 2500
1 cm de carta = 2,5 km
75:2,5 = 30 cm

Exemplo 3

Carta em que 50 cm representam 120 km da superfície terrestre?

Solução:

50 cm de carta = 120 km de superfície terrestre
50 cm de carta = 120 000 m
50 cm de carta = 12 000 000:50
Escala = 1:240 000

Exemplo 4

Para medirmos 10,5 km numa carta cuja escala é de 1:350 000 quantos centímetros utilizaremos?

Solução:

50 cm de carta = 120 km de superfície terrestre
50 cm da carta = 120 000 m
50 cm de carta 12 000 000 : 50
Escala = 1:240 000

Ex: 4

Para medirmos 10,5 km numa carta cuja escala é 1: 350 000 quantos centímetros utilizaremos:

Solução

1: 350 000
1 cm de carta = 350 000 cm da superfície terrestre
1 cm de carta = 3,5 Km
10,5 km = 10,5: 3,5 = 3
3 cm = 10,5 Km

Altímetro - (NAVEGAÇÃO AÉREA)


            Instrumento de bordo destinado a favorecer medidas de altitudes da aeronave.

            Altitude Pressão

            Altitude ai nível de pressão Padrão de 1013.2 HectoPascais (29.92 polegadas de mercúrio). Quando inserida a pressão padrão no altímetro, esta altitude leva o nome de “nível de Vôo” FL= Flight Level e é expresso em centenas de pés.
            Se um vôo a FL125 defina altitude sem correção ou altitude QNE.

            Altitude Indicada: Altitude quando o altímetro tem como referência de ajuste a pressão do local sobrevoado. Ajuste a pressão de QNE para QNH.

            Altitude Densidade: Altitude Pressão corrigida, erros de temperatura.

            Altitudes Verdadeira: Altitude Pressão corrigida para os erros de pressão e temperatura.

            Altitude Absoluta ou Altura: Distancia vertical de uma aeronave em relação ao terreno sobrevoado.

            Altitude Calibrada: Altitude corrigida para erros mecânicos.

            Numa região fria a tendência natural de ar atmosférico é possuir maior densidade do que numa região quente, causando assim um espaçamento entre dois níveis de mesma pressão diferentes do padrão normal.
            O altímetro de bordo compõe-se basicamente de uma cápsula aneróide que se expande ou contrai de conformidade com a pressão nela exercida.
            Pressão sobre a cápsula é pressão atmosférica captada no tubo de Pitot.

            Ajuste QNE

            Inserido 1013.2 hPa (29.92 polegadas Mercúrio) ajuste chamado de ajuste padrão. Será sempre expressa por Nível de Vôo, ou seja, 3500 pés serão informados como FL35. Ajuste para vôos em rota.

            Ajuste QNH

            Inserido quando informado pelo órgão de Serviço de Tráfego Aéreo. Que ocorre num aeródromo, reduzido ao MSL. Para aproximações e pouso num aeródromo, Conhecido como ajuste de altímetro, indica a elevação do aeródromo quando a aeronave estiver no solo. Quando ajuste é QNH as altitudes serão informadas em pés, servindo também para verificação dos erros de altímetro quando estiver no solo antes da decolagem.

            Troca de ajuste QNH para QNE ou vice-versa ocorre em dois pontos distintos.

            Altitude de transição – altitude em que o ajuste é trocado de QNH para QNE e ocorre em vôo após a decolagem da aeronave de um aeródromo.
            Locais onde não constar em publicações a altitude de transição o procedimento é trocar de QNH para QNE ao cruzar 3000 pés de altura em relação ao aeródromo.

            Nível de transição – altitude onde é trocado de QNE para QNH e quando uma aeronave se aproxima de um aeródromo para pouso. Será informado por um Órgão de Tráfego Aéreo situado ligeiramente acima da altitude de transição. No caso de ajuste em um aeródromo sem Órgão será ajustar o altímetro de QNH do aeródromo mais próximo que irá pousar.

                                   Indicador de Subida ou Decida

            Conhecido como de velocidade Vertical ou Climb, instrumento de bordo que possibilita conhecer a razão de subida ou descida que uma aeronave desenvolve. Sua unidade é dada em pés por minuto.
           
            Funcionamento é simples: Pressão atmosférica ou estática captada no tubo de Pitot é transmitida por duas linhas de pressão até a caixa do instrumento que possui no seu interior uma cápsula aneróide.

            No climb a indicação para Cima significa positiva a razão de quantos pés ele sobe por minuto.
            A indicação no (0=Zero) significa vôo nivelado e a indicação para baixo significa negativa indicando quantos pés por minuto a aeronave ira descer.

            Velocímetro

            Instrumento mais importante na aeronave, seu principio de funcionamento baseado nas pressões estáticas e de impactos captadas no tubo de Pitot.
            Pressão de impacto é levada por um tubo de até a inferior de uma cápsula aneróide agindo nela de dentro para fora.
            Pressão estáticas conduzida por um tubo até a caixa do velocímetro agindo de fora para dentro. Quando aeronave está parada em relação ao ar as pressões nos dois tubos tem mesmo valor e o ponteiro indica ZERO. Aeronave se movimentando a relação ao ar à pressão e a cápsula se expande movimentando o ponteiro.

            Velocidade da aeronave indicará corretamente a velocidade em relação ao ar quando a pressão for 1013.2 hectoPascais e a temperatura do ar for de 15° Celsius.

            Medidas que subirmos, em altitude de variações da densidade do ar atmosférico, as pressões estáticas e de impacto diminuem.
            Devemos ressaltar que, a principio, a velocidade obtida no velocímetro tem como base o deslocamento da aeronave em relação ao ar e não relação ao solo. As velocidades podem ser definidas como:

Velocidade Indicada (VI)
Conhecida como IAS = (Indicated Air Speed)
Velocidade vista no instrumento.
Velocidade Calibrada (VC)
Erros de instalação ou posição.
Velocidade Equivalente (VE)
Conhecida como EAS(Equivalent Air Speed)
É a VC corrigida para erros de compressibilidade do ar. Erro ocasionado pelo aquecimento no tubo de Pitot com impacto das partículas de ar. Aumenta o erro com a velocidade e depende da altitude. Quando a velocidade for até 250 KT(nós).
Velocidade no ar, verdadeira ou rodinâmica (VA)
É a (VE) ou (VC) corrigida para os erros de densidade (pressão e temperatura). Consideramos que a VA aumenta 2% em relação a VI, para cada 1000 pés que subimos. Seria a velocidade desenvolvida em vôo em relação ao ar e ela independente do vento. Conhecida como TAS (True Air Speed).
Velocidade no Solo (VS)
È a VA equacionada vetorialmente com efeitos do vento sobre a aeronave. Dizer que é a velocidade da sombra da aeronave sobre a superfície terrestre. Conhecida como GS (Groond Speed)

Declinação magnética media (NAVEGAÇÃO AÉREA)


            Um vôo realizado entre dois pontos verifica que em algumas situações podemos cruzar diversas linhas isogônicas, portanto, definições magnéticas mudam a medida que o vôo é desenvolvido. Se uma direção de rota que cruzasse todos os meridianos num mesmo ângulo, o valor do rumo magnético (RM) iria variar constantemente.
            Sendo assim, após medir-se o rumo verdadeiro (RV) entre dois pontos, utiliza-se a declinação magnética (DMG) média entre as encontradas para o rumo magnético a ser mantido em vôo.

EX: Um vôo da Fazenda Córrego Limpo para Fazenda Toboca. Rumo verdadeiro no trecho = 277°, neste caso a Dmg utilizada será a de 10°W (a mais próxima da rata) para achar o RM = RV + DMG: RM= 277 + 10 = 287.